Pacote turístico para políticos corruptos

Nós, brasileiros, já cansamos de ver tantos escândalos, CPI´s, mandos, desmandos, prende e solta. Não se sabe mais de quem é a culpa ou quantas pessoas estão envolvidas numa lama de corrupção e abuso de poder. É triste ver um país tão rico e promissor palco de escândalos cujo intuito sempre está ligado ao benefício próprio. Este vídeo da atriz Grace Gianoukas do Terça Insana, traduz o sentimento de muitos  brasileiros perante esta situação vergonhosa do país que se mostra patriota somente em épocas de copa do mundo. De quem é a culpa?

No Wikipedia há uma lista de escândalos políticos no Brasil. Abaixo um infograma com o painel dos principais escândalos envolvendo CPI´s.

politicos corruptos

politicos corruptos

Vídeo que traduz a vontade dos brasileiros em relação aos políticos corruptos

politico corrupto

 “Diplomas não são sinônimos de bom caráter.”

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4 Respostas to “Pacote turístico para políticos corruptos”

  1. glaucio Says:

    OS politicos no BRASIL deveriam viver com o GRANDE SALARIO do trabalhador pois ester sim e o verdadeiro humilha do nesse PAIS .

  2. João dos Santos Filho Says:

    MINISTÉRIO DO TURISMO E SUA FESTA DE BABETTE

    João dos Santos Filho

    Não sei por que! Mas quando estava pensando na Política Nacional de Turismo, visualizei um banquete, onde a prática gastronômica explicitava inexistir a plena felicidade sem o pecado, que pode ser o da gula em razão da comida e do dinheiro pela existência das emendas parlamentares. O Ministério do Turismo seria madame Babette em seu banquete articulado por um maquiamento marqueteiro, buscando contrapor a noção do pecado com a idéia da felicidade.
    O uso da estrutura administrativa e política do aparelho de Estado no extremo limite, entre o legal e o imoral levam a situações questionadas pela Controladoria Geral da União – CGU, que investiga o desvio de recursos destinados a municípios por meio de emendas parlamentares para patrocinar, eventos, feiras e exposições. Segundo dados publicados pela imprensa foram cerca de 1.500 atividades envolvidas ao turismo que receberam um total de 250 milhões de reais.
    Esse dinheiro arrecadado por meio de emendas parlamentares, em que políticos estão fazendo a verdadeira festa com o dinheiro público, associados à ONGs segundo o Blog do Noblat em matéria veiculada em 19/04/2010 – Fraude com recurso para festas repete “sanguessuga”:
    Entre as 50 ONGs que mais receberam dinheiro do Turismo para organizar festas entre 2007 e 2009, a Folha identificou que 26 têm relação direta com políticos e partidos. As entidades receberam R$ 53 milhões no período.
    O Ministério do turismo foi criado em 2003 tendo como ministro o político Walfrido Mares Guia, que soube preparar a estrutura ministerial para conseguir a colaboração de deputados e senadores para gastarem suas emendas parlamentares em atividades supostamente turísticas, segundo a CGU podendo haver desvio de dinheiro que esta sendo investigado. Como também requereu a quebra de sigilos bancário e fiscal de agentes públicos e dirigentes do Ministerio de Turismo.
    Na verdade o CGU suspeita que prefeitos e ONGs e parlamentares tenham utilizado de notas fiscais frias para sustificar o evento, ou que essas atividades tenham sofrido superfaturamento. Uma coisa é certa existe, algum esquema facilitador para que o Ministerio seja objeto de uma quantidade elevada de emendas parlamentares, associado a prefeituras para o recebimento de verbas para o turismo.
    Esse processo já denunciado pela emprensa, de ser investigado, e para apimentar ainda mais esse fato pedimos ao CGU que investigue:
    A) No periodo que o ministro Walfrido Mares Guia esteve a frente do Ministerio de turismo, verificar como foi a distribuição de verbas por Estado, parece que teriamos grandes supresas;
    B) Analisar cada evento que recebeu verba e sua ligação com parentes de politicos;

    Como podemos ter uma Política Nacional de Turismo, voltada para o turismo interno, se os aportes financeiros são direcionados segundo decisões políticas e politiqueiras?
    Por isso, nunca se contratou tanto show de duplas sertanejas de artistas conhecidos e desconhecidos; nunca se deu tanta verba para a construção de portais turísticos que nada significam e não leva a lugar nenhum; rodeios sem qualquer valor cultural e econômico inventados por filhos de políticos.
    Será que esses parlamentares e o Ministério de turismo assistiram ao filme: A festa de Babette?

  3. Movimento Nacional Pela Valorização do Voto-MONAV Says:

    MOVIMENTO NACIONAL PELA VALORIZAÇÃO DO VOTO – MONAV
    Na luta contra a fraude e a corrupção eleitoral

    VOTE BEM – OS DEZ NÃOS

    1º – Não deixe de votar, valorize o seu voto

    2º – Não vote contrariando a sua opinião, o seu voto é secreto

    3º – Não vote para contentar parentes ou amigos, escolha o melhor candidato

    4º – Não venda o seu voto, garanta a sua liberdade de escolha

    5º – Não troque o seu voto por favores, o seu voto é livre e soberano

    6º – Não vote sem conhecer a capacidade e o programa do candidato

    7º – Não vote sem conhecer a competência e o passado do candidato

    8º – Não vote sem conhecer o caráter do candidato, o seu voto merece respeito

    9º – Não deixe nenhuma pesquisa mudar o seu voto, use de sua firmeza

    10º – Não vote em candidato com Ficha Suja, deve ser Ficha Limpa

    ESCOLHA BEM NA HORA DE VOTAR

    Site: http://www.monav.com.br
    Email: contato@monav.com.br

  4. João dos Santos Filho Says:

    TURISMO DO VÁCUO, NO PAÍS DE POLÍTICOS USUÁRIOS DO SISTEMA TURÍSTICO

    João dos Santos Filho

    Os estudos sobre a historiografia do turismo brasileiro têm revelado dados curiosos, que são objeto de debates e reflexões junto à academia. A história do turismo nacional ainda é pouco conhecida, e as relações pesquisadas estão muitas vezes longe de resgatar suas raízes autóctones, pois são dados tratados epistemologicamente com bases empíricas estrangeiras, um tipo de eurocentrismo moderno. Esquecendo-se que os ditos modelos teóricos para a implantação de núcleos turísticos se resumem a conclusões de cunho metafísico, sem levar em conta os padrões históricos societários nacionais, regionais e locais.
    Isso nos leva a pensar o fenômeno do turismo como algo ligado exclusivamente ao desenvolvimento das forças produtivas capitalistas num viés economicista, em que o neoliberalismo acena para o turismo como um instrumento de crescimento puramente econômico para sociedades em geral. É nesta lógica que o sistema econômico sine qua non governa e acaba determinando aos centros de pesquisa e estudos a imposição de um modo quasi faciente de entender o objeto do turismo.
    Para ultrapassarmos esse estilo acadêmico duvidoso e criticável, nossas pesquisas têm revelado que o fenômeno do turismo brasileiro possui uma historicidade própria, com imensa riqueza de dados empíricos. Como percebemos, a preocupação pelo turismo vai ocorrer:
    Assim, em 1938, nascia à preocupação do governo Federal com o turismo no Brasil. Seria cômico se não fosse trágico, pois o mesmo foi pensado junto ao SIPS – Serviço de Inquéritos Políticos e Sociais, encarregado da coordenação de elementos informativos de interesse da polícia Preventiva. Atividades exclusivamente de controle ideológico em que a espionagem, a polícia secreta, a repressão a qualquer outro discurso que não fosse a ideologia do Estado Novo, formatavam as atividades desse órgão de informação e segurança nacional ( SANTOS
    FILHO, 2008, p.108 ).

    A incorporação burocrática e administrativa do turismo pelo aparelho de Estado se dá via a tonalidade policial, como um instrumento de apoio à ideologia dominante, fomentando a criação de eventos e tipos de atividades de lazer e culturais com o objetivo de fortalecer o “Estado Novo”. É desse período em 1938, que a Divisão de Imprensa e Propaganda – DIP cria a Divisão de Turismo e a coloca como instrumento privilegiado para a construção da imagem de Getúlio Vargas. E publica a primeira estatística sobre turistas estrangeiros em visita ao Brasil em 1942:

    O movimento turístico, com a guerra e consequente diminuição do tráfego marítimo, ficou quase que reduzido aos naturais do Continente americano, notadamente argentinos, uruguaios e estadunidenses. Ainda assim, no ano passado, o Brasil foi visitado por 1.793 turistas dos Estados Unidos, 1.008 argentinos, 285 uruguaios, 101 ingleses e um menor número procedente de nacionalidades diferentes (CULTURA POLÍTICA, 1942.V.21, p. 185)

    Assim, o fenômeno turístico será um instrumento usado pelo Estado para dar suporte ao processo de controle social da sociedade civil, com o objetivo de impor a lógica de uma sociedade política chamada “Estado Novo” que utiliza o poder de controle policial e a repressão para governar.
    Esse processo se repetiu novamente em 1966 com a criação da EMBRATUR, dois anos após a ditadura militar, torna-se instrumento de “combate ideológico”, para tentar ir de encontro à imagem que a imprensa progressista estrangeira divulgava sobre o Brasil, denunciando a tortura, a prisão e o assassinato de brasileiros pelos militares golpistas. A EMBRATUR se caracteriza como uma estrutura responsável em divulgar o Brasil democrático, pró-americano e cristão, negando a ditadura militar com ares de um ufanismo nacionalista de direita.
    Esses dois processos utilizam o turismo para garantir ao aparelho de Estado sua governabilidade, para isso usa e abusa da repressão e controle da sociedade civil desenvolvendo um modus operandi de combate a todos aqueles que ousassem criticar o regime militar ou mencionasse a falta de democracia no Estado Brasileiro, para esses algozes do poder todos são comunistas.
    Essa genética histórica do turismo brasileiro ainda esta presente e permanece forte, mas com nomenclaturas diferentes, num país que entende o turismo como sendo uma atividade exclusiva dos estrangeiros, pelo menos o fluxo de dados coletados em sua totalidade são exclusivos do turismo receptivo. Os planos Nacionais de Turismo permanecem como esboços de um rascunho mal elaborado encima das necessidades extemporâneas de setores hegemônicos do trade turístico voltado para o turista estrangeiro.
    Por não estar voltado prioritariamente para o desenvolvimento do turismo interno, não consegue formalizar nenhum plano voltado às necessidades nacionais e automaticamente fica fora das prioridades orçamentárias de governo. Transitando ou parasitando no lobby das emendas parlamentares, instrumento escroto e imoral da democracia neoliberal. Sem verba o Ministério do Turismo fica a mercê dos interesses de políticos que despejam suas emendas parlamentares, com a intenção de atender suas bases políticas que nada tem a haver com o turismo, ou contratarem eventos “turísticos”, “culturais”, partidários e até religiosos, em que as empresas contratantes apresentam alguma relação de parentesco ou de amizade com políticos ou funcionários da estrutura governamental.
    Obviamente que o Ministério do Turismo, por mais que deseje, não se pode apresentar um planejamento de atividades baseados em um Plano verdadeiramente Nacional de Turismo, mas sim ficar na mão de políticos barganhistas. Que dominam a estrutura administrativa do turismo no governo Federal e fazem parte do folclore turístico brasileiro.
    Na história do turismo brasileiro, encontramos inúmeros momentos caricatos cheio de humor, embalado pela idéia do sofisticado chiquê. Essa é a noção que alimenta o imaginário dos políticos curiosos, que sempre estiveram à frente dos órgãos públicos de turismo, uns mais dedicados a viajar, outros que faziam questão de elitizar a atividade para sair na coluna social, outros, ainda, servindo-se do cargo para galgar posições políticas maiores na área pública ou privada.
    O turismo marca a idéia do lúdico, da viagem, do deslocamento, do divertimento e do descanso; tudo isso alimentado pela ideologia neopositivista de que essa é uma atividade reservada às classes abastadas e, portanto, a ênfase é para o turismo receptivo e não para o turismo interno.
    A presidência da EMBRATUR e do Ministério do Turismo continuam sendo, palcos de disputa de políticos que indicam protegidos do partido, dos militares e dos meios de comunicação. Essa é uma prática corriqueira e comum no interior do Estado brasileiro que secundariza a competência profissional a favor do apadrinhamento político.

    Bibliografia

    CULTURA POLÍTICA. Revista Mensal de Estudos Brasileiros. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP. Ano II, n. 21, 10 de novembro de 1942.

    SANTOS FILHO, João. O Turismo na era Vargas e o Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP. Revista de Cultura e Turismo – CULTUR, Santa Cruz, ano 2, n.02, 2008.

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