Em defesa do uso positivo dos Blogs

Vira e mexe alguns jornalistas e publicitários demonstram displicência e, em alguns casos, revolta em relação aos blogs devido à transferência de um “certo poder” que esta ferramenta proporciona ao usuário comum.  Blogueiros utilizam a internet como um meio para registrar seus relatos, opiniões, depoimentos, pesquisas, vivências… é a simples concretização da necessidade humana de se expressar.

A nova tendência gerada pelos blogs assusta ainda alguns profissionais de comunicação que se sentem ameaçados em seus postos de “semideuses”. É notório observar neles o desinteresse  em relação ao comportamento dos mais jovens perante a internet, onde aprenderam rapidamente utilizar a tecnologia e as novas formas de expressão/interação.

Semanas atrás, vi rapidamente numa banca de jornal uma frase que dizia “Blogueiro não é jornalista”. A frase transpirava autodefesa e fragilidade concomitantemente, revelando o despreparo de alguns profissionais que não sabem lidar com o “novo poder” transferido para as mãos do zé ninguém do bairro, do médico dedicado, do mané da esquina, do cientista curioso, do pedinte do ônibus que tem um site, do empresário que curte um game pela web, do desempregado que relata suas realidades, de um artista que não teve oportunidade, de um doente que gostaria de passar mensagens de fé nos seus últimos dias de sofrimento. Ou seja, milhões de situações que formam o Long Tail de interesses pela rede.

Hoje me deparei com outro artigo do gênero no Meio & Mensagem, cujo autor relata abertamente seu conceito prematuro e contrário aos blogs, associando-os, generalizadamente, como ferramentas voltadas ao efêmero, ao absurdo, ao exótico e aos acontecimentos ditos como mirabolantes. Realmente tem tudo isso na internet e muito mais! Não há como negar que existam pessoas interessadas em uma suposta fama através de um vídeo ridículo, porém há também o outro lado. Acredito que esta realidade não seja pertinente só à internet e aos blogs. No meio publicitário já houve cópias de idéias criadas em outros países que acabamos por descobrir, através da própria internet, que era simplesmente fruto da preguiça criativa brasileira de alguns. Em contraponto a esta realidade negativa, há também a outra face: campanhas maravilhosas que nos orgulham de sermos brasileiros. Por essas e por outras, acredito que  seja um erro qualquer forma de generalização.

Defendo o uso positivo dos blogs, pois acredito que um bom profissional de comunicação deve ver desde um filme cult como navegar em um site premiado em Cannes, deve ouvir  “moda de viola” na rádio de sua cidade natal e ter também um perfil no Lastfm, deve ler a coluna do Arnaldo Jabor e a opinião de um estudante de ciências políticas em um blog. Todos estes comportamentos podem promover reflexões e sensações ímpares se estivermos abertos para ouvir e viver experiências independentes dos meios utilizados.

Os blogs, com suas características específicas, vieram favorecer o usuário comum cansado do seu comportamento passivo perante os outros meios, com senso crítico apurado e cheio de vontade em compartilhar informações que não são mais de domínio apenas de um grupo que se diz “seleto”.

O poder e a responsabilidade de comunicar é e, será sempre, de todos! 🙂

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