Verdades sobre os “buscadores temáticos” e a busca personalizada do Google

Não é novidade pra ninguém que o Google se beneficia da maior fatia da web em relação às buscas, tornando-se um dos sites mais visitados do mundo. Este fato não é sorte e nem acaso, realmente a ferramenta disponibiliza o melhor resultado de busca da internet.

Levando em conta a tendência de segmentação verificada na web, o Google criou em 2005 a possibilidade de personalizar as buscas dentro de sites/blogs. A idéia é incentivar o administrador de um site/blog em criar um mecanismo de busca personalizado de acordo com o seu próprio conteúdo. Como benefício, este serviço do Google paga ao administrador do site/blog a medida que seus internautas utilizam suas buscas personalizadas e clicam nos links patrocinados do resultado. Este crédito em dinheiro (US$) é dividido entre o Google e o administrador do site/blog e creditado na conta do Adsense.

Ultimamente, vários “buscadores temáticos” estão surgindo e se aproveitando do conceito Long Tail que é bastante positivo. Utilizam-se de segmentações ou alguma causa social/ambiental para captarem tráfego. Acredito que poucas pessoas sabem que por trás dessa segmentação, causa social ou ambiental há o produto do Google busca personalizada incorporado.

Para identificação do uso da ferramenta de busca personalizada, basta visualizar o selo abaixo no site em questão:selo

Para os próximos buscadores temáticos, provavelmente,  eles se enquadrarão em um dos grupos a seguir:

1- Buscador simplesmente segmentado a um público-alvo específico, porém sem nenhum diferencial nas buscas como o Find It Girlfriend – um buscador pink para adolescentes.

2 – Buscador que defenderá uma causa social/ambiental que pode ser verdade ou não, como o Blackle – site de busca que diz economizar energia por ter o fundo de tela preto (nada comprovado cientificamente até hoje).

3- Buscador segmentado em relação a um público-alvo específico e que terá uma funcionalidade pertinente no resultado de suas buscas, como por exemplo: o Gaygle – buscador focado no público gay e o Catholic Google (lançado estes dias) que além de serem sites de busca para um público segmentado, filtram os resultados de acordo com o tema para o qual foram criados.

gayglecathoogle

Qualquer que seja a segmentação, causa social ou ambiental, é fato que a busca personalizada do Google estará por trás para garantir aos criadores a divisão de receita proveniente dos links patrocinados que os usuários daquele site/blog clicarem.

Neste contexto, há um lado positivo para o internauta,  pois as segmentações tornam as buscas cada vez mais relevantes ao conteúdo, porém por outro lado, algumas causas sociais e ambientais podem ser apenas ganchos para atrairem tráfego em prol do ganho financeiro através dos cliques.

Fiquemos espertos 🙂

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