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Fim do Jornal do Brasil na versão impressa no Rio de Janeiro e suposto pedido de falência da Blockbuster mundial. As novas conjunturas pós-internet.

31/08/2010

Hoje (dia 31/08) foi o último dia que circulou o Jornal do Brasil na versão impressa no Rio de Janeiro. Com tiragem de 30.000 exemplares, o jornal nesta modalidade se tornou um veículo inviável comparando com o auge dos seus 200.000 exemplares há décadas atrás. A partir desta quarta-feira, a publicação passa a ser 100% digital e gratuita para conteúdo aberto e paga ao custo de R$ 9,90/mês para conteúdos mais específicos. A versão digital será compatível para todos os leitores digitais, como o  iPad e o Kindle.

Num rumo mais complicado e decisivo, a BlockBuster – gigante videolocadora que por uma década liderou seu mercado – perdeu um total de US$ 1,1 bilhão desde 2008 e estaria com sérios problemas para pagar os US$ 920 milhões que tem em débito. A empresa parece não resistir ao avanço das digitais como a poderosa NetFlix que, em apenas um mês, conquistou mais de 600 mil clientes. A Netflix – empresa especializada na distribuição de DVD e Blu-ray via online ou por correio – mesmo com a crise no ano passado, atingiu patamares invejáveis no seu negócio nos Estados Unidos.

Em ambos os casos, temos exemplos de grandes marcas próximas do nosso cotidiano que tiveram impacto pós-internet. Com o crescimento digital acelerado, novas empresas surgiram com o conceito colaborativo, envolvendo muito mais as pessoas e instituindo novos modelos de negócio rapidamente. Apesar de similares estas situações, o Jornal do Brasil que já está utilizando o simpático slogan “O primeiro jornal brasileiro na internet”, ainda está em vantagem, pois buscou de forma sábia acompanhar este consumo modificando sua estrutura para outras formas de comercialização de seu conteúdo. Já a McDonald´s das videolocadoras talvez não teve tanta humildade ou visão de mercado a tempo pois, desandou na receita, deixou o sanduíche queimar e, percebeu tarde, que o balcão já não tinha mais clientes.